Bem Vindo!

Seja bem vindo(a) ao blog oficial da Escola Bíblica Dominical da Igreja Evangélica Assembleia de Deus em Curitiba. Sua participação e interação através deste blog é muito importante para o nosso trabalho. Deus abençoe!

Escola Bíblica Dominical

Escola Bíblica Dominical
Coordenador Geral Ev. Jorge Augusto

quinta-feira, 24 de maio de 2018

Subsídio da Lição 9 - Ética Cristã e Planejamento Familiar




INTRODUÇÃO

O casamento, no plano divino, pressupõe o nascimento de filhos. Nele, estão inseridos a criação dos filhos, o sustento deles e todo o cuidado indispensável para o desenvolvimento humano. Por conseguinte, dentre outros deveres do casal, o planejamento familiar é importantíssimo.

PONTO CENTRAL
O planejamento familiar é imprescindível para uma família funcional.

I – O CONCEITO GERAL DE PLANEJAMENTO FAMILIAR

1. Controle de natalidade:
Não é planejamento familiar, mas procedimentos de políticas demográficas com o objetivo de diminuir ou até mesmo impedir o nascimento de crianças. Tais medidas são adotadas pelos governos totalitários para refrear o aumento da população de um país. Nesse caso, regular o número dos filhos é visto como solução para erradicar os níveis de pobreza, bem como alternativa para a preservação do meio ambiente e o melhor uso dos recursos naturais. Por ordem do Estado o número de filhos é limitado à revelia da vontade dos pais.

Para esse fim são utilizados métodos contraceptivos e até a esterilização permanente. Em países totalitários ocorrem denúncias do uso do aborto, e até do infanticídio, como soluções para o controle de natalidade.

2. Planejamento familiar:
Diferente do "controle de natalidade", que consiste em evitar o nascimento dos filhos por meio do controle estatal, a proposta do "planejamento familiar" é a de instituir a paternidade-maternidade responsável. Trata-se de uma decisão voluntária e sensata por parte dos pais quanto ao número de filhos que possam ter com dignidade. No planejamento familiar fatores diversos são analisados, tais como: a saúde dos pais, as condições da família (renda, moradia, alimentação), o espaçamento de tempo entre uma e outra gestação. No contexto cristão, quanto ao número de filhos, o casal deve buscar orientação divina por meio da oração, submeter-se à direção do Espírito Santo e levar em conta o bom senso (Rm 14.21-23).

SÍNTESE DO TÓPICO l
Planejamento familiar não é controle de natalidade, mas é a paternidade-maternidade responsável.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO
[...] Neste século, em que a maternidade já é vista como algo sem tanto valor por parte de certos segmentos da sociedade; quando, por outro lado, há quem deseje ardentemente ter um filho, em função da infertilidade; quando a reprodução in vitro já é uma realidade; o problema do chamado 'controle da natalidade' ou do planejamento familiar é sempre atual.

Esse é um tema preocupante em termos da ética cristã, isso porque para o cristão, ter ou não ter filhos não é apenas uma questão biológica, mas uma decisão que envolve fé, amor e obediência aos princípios de Deus para a família. Para os não-cristãos, a questão é respondida de modo pragmático. Há pessoas que, em função de sua vida individualista e hedonista, ter filhos é um empecilho à liberdade de cada um.

De acordo com a ONU, o planejamento familiar 'é o exercício da paternidade responsável, e a utilização voluntária e consciente por parte do casai, do instrumento necessário à planificação do número de filhos e espaçamentos entre uma gestação e outra. Pressupõe o uso de métodos anticoncepcionais produzidos pela ciência'. Notemos que há uma diferença fundamental entre 'o controle da natalidade' e o planejamento familiar, na visão sociológica. O primeiro pressupõe medidas rígidas (controles) impostas por determinado governo, interferindo na uberdade de um casal ter ou não determinado número de filhos. O segundo utiliza métodos persuasivos, buscando a adesão dos casais à limitação do número de filhos, bem como o espaçamento entre gestações, com o concurso de meios científicos à disposição das famílias (LIMA, Binaldo Renovato de. Ética Crista: Confrontando as questões morais do nosso tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp, 55-57).

II- O QUE AS ESCRITURAS DIZEM SOBRE O PLANEJAMENTO FAMILIAR
O planejamento familiar, desde que não seja feito por meio de aborto e meios abortivos, não contraria a Palavra de Deus.

1. A família e a procriação da espécie:
Após criar o primeiro casal. Deus o abençoou e disse: "Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.28). Nesse primeiro mandamento, o Senhor requereu a reprodução do gênero humano. Após o dilúvio, Noé e seus filhos também receberam o mesmo mandamento acerca da procriação: "Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 9.1).
Note que essa é uma ordem universal direcionada às gerações pré e pós-diluviana. Repare que Deus não especificou qual seria o fator multiplicador nem quantos filhos deveriam ser gerados por cada família. Além disso, o propósito do mandamento é único: homens e mulheres devem se reproduzir para "encher a terra".

2. O planejamento familiar no Antigo Testamento:
Na Antiga Aliança a fertilidade era vista como uma dádiva: "Eis que os filhos são herança do SENHOR, e o fruto do ventre, o seu galardão." (SI 127.3). Neste contexto, ter muitos filhos era sinal de benevolência do Altíssimo e sinónimo de felicidade (SI 127.5). A esterilidade era motivo de discriminação (1Sm 1.6,7), provocava desavenças (Gn 30.1,2) e era vista como vergonha (Gn 30.23). Em contraste a essa cultura, as esposas dos patriarcas foram estéreis e sofreram muito até que Deus Lhes abriu a madre: Sara concebeu na velhice e gerou apenas um filho: Isaque (Gn 21.2); ao casar-se, durante vinte anos, Isaque orou pelo ventre de Rebeca e ela gerou dois filhos: Jacó e Esaú (Gn 25.21); Raquel, a esposa amada de Jacó, após anos de espera, também concebeu apenas dois filhos: José e Benjamim (Gn 35.24). Aqui, principalmente no caso dos patriarcas, podemos perceber a intervenção divina, bem como o fator de multiplicação, de família para família.

3. O planejamento familiar no Novo Testamento:
Na Nova Aliança a fertilidade também é exaltada. Ao visitar Maria e anunciar a sua gravidez, o anjo lhe disse: "Salve agraciada; o Senhor é contigo; bendita és tu entre as mulheres" (Lc 1.28). Na mesma ocasião, ao contar para Maria acerca da gravidez de Isabel, o anjo enfatizou: "tua prima, concebeu um filho em sua velhice; e é este o sexto mês para aquela que era chamada estéril" (Lc 1.36).

Isabel gerou um único filho, João- o batista (Lc 1.59-60), e Maria, após o nascimento de Jesus, gerou ao menos quatro filhos e duas filhas (Mt 13.55,56). Repare, em ambos os casos, a intervenção divina, bem como a diferença no fator de multiplicação de uma casa para outra.

SÍNTESE DO TÓPICO II
O planejamento familiar não contraria as Escrituras Sagradas.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO

Procriar, uma determinação divina (Gn 1,28):
Após criar os céus e a terra, com a luz cósmica, a terra (porção seca), os mares, os animais, e a vegetação. Deus criou o homem, de modo especial, dizendo: 'Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança [...]' (Gn 1.26). 'E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; macho e fêmea os criou. E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra, e sujeitai-a' (Gn 1.27,28). Este foi o primeiro mandamento dado ao homem pelo Criador após criar o ser humano, masculino e feminino. Note-se que este mandamento foi dado antes da Queda. Assim, já estava implícita a sexualidade, tendo o homem os órgãos e o instinto sexual, com plena capacidade reprodutiva, isso põe em terra a falsa ideia de que o pecado de Adão foi o ato sexual Deus criou os órgãos sexuais com propósito definido.

Os que se opõem a qualquer tipo de limitação de filhos, ou planejamento familiar, argumentam que, se Deus disse 'crescei e multiplicai-vos', não é correto limitar filhos. Mas, conforme podemos depreender da Bíblia, Deus não exige do homem o tamanho de sua família ou prole. O número de filhos nunca foi especificado na Bíblia, como condição especial para o cumprimento da vontade divina. Deus não estabeleceu, de modo rígido, taxativo, o multiplicador (LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética Cristã: Confrontando as questões morais do nosso tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp. 57-58).

CONHEÇA MAIS

Um encargo entregue pelo Senhor

"FRUTIFICAI E MULTIPLICAI-VOS. O homem e a mulher receberam o encargo de serem frutíferos e de dominarem sobre a terra e o reino animal.  Foram criados para constituírem lares para a família. Esse propósito de Deus, declarado na criação, indica que Ele volta-se para a família que o serve e que a criação de filhos é algo de máxima prioridade no mundo [...]." Para conhecer mais leia "Bíblia de Estudo Pentecostal", CPAD, p,34.

III - ÉTICA CRISTÃ E O LIMITE DO NÚMERO DE FILHOS

1. A questão do fator de multiplicação:
Quem se opõe ao planejamento familiar considera a limitação do número dos filhos uma desobediência ao mandamento de procriação (Gn 1.28). Por isso ensinam que a mulher deve gerar filhos indefinidamente. Contrariando essa ideia, a mulher não é fértil todos os dias. O Criador agraciou a mulher com apenas três dias férteis a cada mês, indicando que ela não tem o dever de gerar filhos a vida toda. Deus não estipulou qual deveria ser o número de filhos. Portanto, o mandamento de multiplicação é cumprido quando o casal gera um filho, pois eram duas pessoas e agora passaram a ser três. Deve-se também entender que a ordem de procriação é "geral" e não "específica"; ou seja, Deus ordenou a reprodução da raça humana, não a reprodução de cada pessoa. Do contrário, os solteiros e os viúvos (1Co 7.8), os eunucos (Mt 19.12) e os casados estéreis (Lc 23.29) estariam em pecado. E se fosse pecado não procriar, até a privação sexual voluntária, autorizada nas Escrituras, estaria em contradição (1Co 7-5). Desse modo, o fator de multiplicação depende da vontade do Senhor para cada família.

2. A questão ética no planejamento familiar:
Planejar não é pecado. Cristo falou positivamente do planejamento do construtor e do rei guerreiro (Lc 14.28-32). O pecado está na presunção em não pedir a aprovação divina para o projeto (Tg 4.13-15). O cristão deve aconselhar-se com Deus para tomar qualquer decisão (Tg 1.5; 1Jo 5.14). Nossas motivações devem ser apresentadas ao Senhor em oração e devem ser desprovidas de vaidade e de egoísmo (Tg 4.2,3). É vaidade a mulher não querer procriar para não alterar a beleza do corpo, bem como é egoísmo do homem não gerar filhos para fugir da responsabilidade. No entanto, postergar o nascimento dos filhos até que se possa cuidar melhor da família; limitar o número dos filhos para que se possa criá-los com dignidade e, espaçar o tempo de nascimento entre um e outro filho para melhor acolher mais uma criança, não são pecados, pois as Escrituras ensinam que o homem deve cuidar bem de sua família (1Tm 5.8). Para tanto, sempre se faz necessário consultar à vontade soberana do Senhor em tudo (Mt 6.10).

SÍNTESE DO TÓPICO III
O planejamento familiar é uma questão ética que precisa ser analisada a luz da Palavra de Deus e discutida pela Igreja.

SUBSÍDIO BIBLIOLÓGICO
O controle da natalidade é medida de caráter coercitivo, determinada por governos, com o intuito de diminuir o crescimento populacional. Como o cristão deve posicionar-se ante essa atitude impositiva, por parte dos governos em diversos países do mundo?

Entendemos que o cristão não deve concordar com o 'controle da natalidade', visto que, visando fins utilitaristas e econômico-sociais, configura uma intervenção direta na vontade de um casal, quanto a ter ou não ter filhos.

O planejamento familiar não interfere na decisão do casal. Apenas orienta quanto à natalidade (LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética Cristã: Confrontando as questões morais do nosso tempo. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, pp. 61-62).

CONCLUSÃO

O homem não peca pela simples limitação ou espaçamento do nascimento de seus filhos. Ele comete pecado quando suas motivações são presunçosas e utilitaristas. O cristão que consulta ao Senhor, e aceita a vontade divina na limitação do número de seus filhos, é abençoado em toda a esfera de sua família (Sl 128.1-6). Todavia, ele rejeita por completo o aborto e os meios abortivos no planejamento familiar.

PARA REFLETIR

A respeito do tema "Ética Cristã e Planejamento Familiar", responda:

• O que é controle de natalidade?
R. Procedimentos de políticas demográficas com o objetivo de diminuir ou até mesmo impedir o nascimento de crianças. Tais medidas são adotadas pelos governos totalitários para refrear o aumento da população de um país.

• Em que consiste o planejamento familiar?
R. Consiste em instituir a paternidade-maternidade responsável. Trata-se de uma decisão voluntária e sensata por parte dos pais quanto ao número de filhos que possam ter com dignidade.

• O que Deus disse após criar o primeiro casal?
R. Após criar o primeiro casal, Deus o abençoou e disse: "Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra" (Gn 1.28).

• Em relação à fertilidade, o que vemos tanto no Antigo quanto no Novo Testamento?
R. Vemos que a fertilidade era vista como uma dádiva divina: "Eis que os filhos são herança do SENHOR e o fruto do ventre, o seu galardão." (SI 127.3).

• Segundo a lição, a ordem de Deus para "procriar" é geral ou específica? Explique.
R. A ordem de procriação é "geral" e não "específica"; ou seja, Deus ordenou a reprodução da raça humana, não a reprodução de cada pessoa.

Fonte: Lições Bíblicas 2° trimestre de 2018, Adultos – CPAD| Divulgação: Subsídios EBD


quarta-feira, 16 de maio de 2018

Subsidio da Lição 8 - Ética Cristã e Sexualidade



INTRODUÇÃO


Se por um lado a sexualidade tem sido desvirtuada na sociedade pós-moderna, por outro lado alguns cristãos insistem em tratar o assunto como tabu. Embora o tema possa trazer desconforto para alguns, a sexualidade humana não pode ser subestimada. Por isso, estudaremos o conceito da sexualidade, o propósito do sexo segundo as Escrituras e o casamento como o parâmetro para o sexo.



I – SEXUALIDADE: CONCEITOS E PERSPECTIVAS BÍBLICAS 

Sexo e sexualidade possuem conceitos próprios, pois ambos constituem-se atos da criação divina.


1. Conceito de Sexo e Sexualidade:
A biologia define “sexo” como um conjunto de características orgânicas que diferenciam o macho da fêmea. O sexo de um organismo é definido pelos gametas que produzem. Gametas são células sexuais que permitem a reprodução dos seres vivos. O sexo masculino produz gametas conhecidos como “espermatozoides” e o sexo feminino produz gametas chamados “óvulos”. A expressão “sexo” ainda pode ser usada como referência aos órgãos sexuais ou a prática de atividades sexuais. Já o termo “sexualidade” representa o conjunto de comportamentos, ações e práticas dos seres humanos que estão relacionados com a busca da satisfação do apetite sexual, seja pela necessidade do prazer ou da procriação da espécie.


2. O sexo foi criado por Deus:
No ato da criação Deus fez o homem e a mulher sexualmente diferentes: “macho e fêmea os criou” (Gn 1.27). Portanto, o sexo faz parte da constituição anatômica e fisiológica dos seres humanos. Homens e mulheres, por exemplo, possuem órgãos sexuais distintos que os diferenciam sexualmente. Sendo criação divina, o sexo não pode ser tratado como algo imoral ou indecente. As Escrituras ensinam que ao término da criação “viu Deus tudo quanto tinha feito, e eis que era muito bom” (Gn 1.31). Desse modo, o sexo não deve ser visto como algo pecaminoso, sujo ou proibido. Tudo o que Deus fez é bom. O pecado não está no sexo, mas na perversão de seu propósito.


3. A sexualidade é criação divina:
Ao criar o homem e a mulher, Deus também criou a sexualidade: “E Deus os abençoou e Deus lhes disse: Frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra...” (Gn 1.28). O relacionamento sexual foi uma dádiva divina concedida ao primeiro casal, bem como às gerações futuras: “deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne” (Gn 2.24). Sempre fez parte da criação original de Deus a união sexual entre o homem e a sua mulher, formando assim, ambos uma só carne. O livro poético de Cantares exalta a sexualidade e o amor entre o marido e a sua esposa (Ct 4.10-12). Portanto, não é correto “demonizar” o desejo e a satisfação sexual. Assim como o sexo, a sexualidade também não é má e nem pecaminosa. O pecado está na depravação sexual que contraria os princípios estabelecidos nas Escrituras Sagradas.


II – O PROPÓSITO DO SEXO SEGUNDO AS ESCRITURAS 

1. Multiplicação da espécie humana. 
A finalidade primordial do ato sexual refere-se à procriação. Deus abençoou o primeiro casal e disse-lhes: “Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 1.28). Tal como o Criador ordenara a procriação dos animais (Gn 1.22), também ordenou a reprodução do gênero humano. Neste ato, Deus concedeu ao ser humano os meios para se multiplicar, assegurando-lhe a dádiva da fertilidade. Depois da queda no Éden (Gn 3.11,23), e a consequente corrupção geral (Gn 6.12,13), o Altíssimo enviou o dilúvio como juízo para eliminar o gênero humano (Gn 6.17), exceto Noé e sua família (Gn 7.1). Passado o dilúvio, Noé recebeu a mesma ordem recebida por Adão: “E abençoou Deus a Noé e a seus filhos e disse-lhes: frutificai, e multiplicai-vos, e enchei a terra” (Gn 9.1). A terra, que outrora fora despovoada, agora deveria ser repovoada por Noé a fim de dar continuidade aos desígnios divinos (Gn 3.15, cf. Rm 16.20).


2. Satisfação e prazer conjugal: 
Por muito tempo ensinou-se que a procriação era o único propósito da relação sexual. O Concílio de Trento (1545-1563) disciplinou a pratica sexual com fins exclusivos de reprodução e proibiu o sexo aos domingos, nos dias santos e no jejum quaresmal. Não obstante, a Bíblia também se refere ao sexo como algo prazeroso e satisfatório entre o marido e a sua esposa: “Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade...” (Pv 5.18,19); e ainda: “Goza a vida com a mulher que amas” (Ec 9.9). Assim, na união conjugal, como também ensina o Novo Testamento, o homem e a sua mulher devem buscar a satisfação sexual (1 Co 7.5).



3. O correto uso do corpo: 
No ato sexual ocorre a fusão de corpos: “Assim não são mais dois, mas uma só carne” (Mt 19.6). O sexo estabelece um vínculo tão forte entre os corpos que os torna uma só pessoa. Como os nossos corpos são membros de Cristo (1 Co 6.15), e templo do Espírito Santo (1 Co 3.16), as Escrituras proíbem o uso do corpo para práticas sexuais ilícitas (1 Co 6.16). São condenadas, dentre outras, as relações incestuosas (Lv 18.6-18), o coito com animal (Lv 18.23), o adultério (Êx 20.14) e a homossexualidade (Rm 1.26-27). O corpo não pode servir a promiscuidade (1 Co 6.13), mas deve glorificar a Deus, o nosso Pai (1 Co 6.20).


III – O CASAMENTO COMO LIMITE ÉTICO PARA O SEXO 

O casamento é o legítimo limite ético dos impulsos sexuais que podem ser satisfeitos sem que se incorra em atos pecaminosos.


1. Prevenção contra a fornicação: 
A fornicação está relacionada ao contato sexual entre pessoas solteiras, ou seja, não casadas. Para prevenir este pecado, o apóstolo Paulo orienta os cristãos a se casarem: “por causa da prostituição [ou fornicação], cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido.” (1 Co 7.2). Os ensinos de Paulo ratificam o propósito divino do casamento, ou seja, “um homem para cada mulher” (Gn 2.24). Este princípio também foi defendido por Jesus: “deixará o homem pai e mãe, e se unirá à sua mulher” (Mt 19.5). Deste modo, a legitimidade cristã para a satisfação dos apetites sexuais entre um homem e uma mulher restringe-se ao casamento monogâmico heterossexual (1 Co 7.9). Toda prática sexual realizada fora destes moldes constitui-se em sexo ilícito.


2. O casamento e o leito sem mácula: 
As Escrituras ensinam que o casamento é digno de honra (Hb 13.4) e que a união conjugal deve ser respeitada por todos (Mt 19.6). O leito conjugal não pode ser maculado por ninguém. Quem o desonrar não escapará do juízo divino (Hb 13.4b). Aqui a desonra refere-se ao uso do corpo para práticas sexuais ilícitas com ênfase nos casos de relações extraconjugais (1 Co 6.10). Inclui também as relações conjugais resultante de divórcios e de segundo casamentos antibíblicos (Mt 19.9). Embora, muitas vezes, os imorais escapem da reprovação humana, não poderão fugir da ira divina (Na 1.3). A práxis da sociedade e a condescendência de muitas igrejas não invalidam a Palavra de Deus.


CONCLUSÃO 

O sexo e a sexualidade são atos da criação divina e não podem ser tratados como algo pecaminoso e nem como mero elemento de procriação ou fonte de prazer. Cabe ao cristão cumprir o propósito estabelecido por Deus para a sexualidade (Gn 2.24). O desvirtuamento desse padrão implicará punição aos que praticam a imoralidade (Hb 13.4). Portanto, vivamos para a glória de Deus!


PARA REFLETIR 

A respeito do tema “Ética Cristã e Sexualidade”, responda:

Qual a diferença entre “sexo” e “sexualidade”?
A biologia define “sexo” como um conjunto de características orgânicas que diferenciam o macho da fêmea. Já o termo “sexualidade” representa o conjunto de comportamentos, ações e práticas dos seres humanos que estão relacionados com a busca da satisfação do apetite sexual, seja pela necessidade do prazer ou da procriação da espécie.

Por que o sexo não pode ser tratado como algo imoral ou indecente?
Sendo criação divina, o sexo não pode ser tratado como algo imoral ou indecente.

Qual a finalidade primordial do sexo?
A finalidade primordial do ato sexual refere-se à procriação.

A finalidade do sexo, segundo a Bíblia, é só para procriar?
Não, a satisfação e o prazer conjugal também são finalidades do sexo.

O que é fornicação?
A fornicação é o contato sexual entre pessoas solteiras, ou seja, não casadas.


BIBLIOGRAFIA

Bíblia Sagrada - Thompson - Edição Contemporânea - Editora VIDA, 2000 Fonte: CPAD, Revista, Lições Bíblicas Adultos, Valores Cristãos - Enfrentando as questões morais de nosso tempo, Comentarista Pr. Douglas Baptista, 2 Trimestre 2018.

 .


terça-feira, 8 de maio de 2018

Subsidio da Lição 07 - Doação de Orgãos





INTRODUÇÃO

Segundo o Ministério da Saúde, o Brasil tem 64 mil pacientes na fila de espera por um transplante de órgãos. Dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO) mostram que 2.333 pessoas morreram à espera de um transplante no ano de 2015. Muitas famílias ainda rejeitam a doação por dilemas éticos e por falta de informação. Nesta lição, veremos os pontos mais relevantes desta importante questão e concluiremos que doar é uma expressão do amor cristão (1Jo 3.16).



PONTO CENTRAL
A doação de órgãos expressa o amor cristão



I - DOAÇÃO DE ÓRGÃOS: CONCEITO GERAL

A doação de órgãos engloba basicamente a técnica de transplante e as pesquisas com células-tronco adultas e embrionárias.

1. Definição de transplante:O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção de um órgão enfermo do corpo humano para ser substituído por outro saudável. Em muitos casos, o transplante é a única alternativa da medicina para a cura de pacientes com determinadas doenças terminais. Podem ser transplantados órgãos como o coração, o fígado, o pâncreas, os rins, os pulmões, os tecidos e outros. O tipo mais comum de transplante é o da transfusão de sangue. Existe também o transplante de células-tronco que são encontradas, principalmente, na medula óssea, placenta e cordão umbilical. Ò transplante de células-tronco adultas pode ser realizado entre pessoas vivas e, portanto, não apresenta problemas éticos. Como a Bíblia ensina que a vida tem início na fecundação (Jr 1.5), a ética cristã desaprova o uso das células-tronco embrionárias, pois este procedimento interrompe vida do embrião.

2. O conceito de doação na Bíblia:
O ensino registrado nas Escrituras assevera que "mais bem-aventurada coisa é dar do que receber" (At 20.35). Isso que denota um ato voluntário de prover o bem-estar do próximo. Trata-se de uma ação desprovida de interesse de ordem pessoal. A pobre viúva doou na casa do Senhor todo o sustento que tinha (Mc 12.43,44).

Barnabé - o filho da consolação- sem pretensão alguma, vendeu uma propriedade e fez doação da venda à igreja (At 4.36,37).

A excelência da doação repousa na disposição de renunciar, e até de se sacrificar e sofrer, com base no amor pelos outros (Rm 5.8). Doar ao necessitado é uma forma de colocar a fé em prática (Tg 2.14-17). E ainda, a reciprocidade está presente no gesto de doar, pois foi o Senhor Jesus que assegurou: "dai, e ser-vos-á dado" (Lc 6.38a).

3. A doação de si mesmo: pertencemos a Deus:
Diante de tantas bênçãos recebidas e com o sentimento de gratidão, o salmista pergunta para si mesmo: "Que darei eu ao SENHOR por todos os benefícios que me tem feito?" (SI 116.12). Ciente de que a essência de adorar a Deus é entregar-se a Ele, o salmista responde para si mesmo: "tomarei o cálice da Salvação" (116.13). Esta expressão implica renúncia total ao mundo, à concupiscência e aos desejos da carne (1Jo 2.15-17). O Senhor Jesus ensinou que os verdadeiros discípulos devem negar a si mesmo (Lc 9.23). Esse é o compromisso de não seguirmos a forma mundana de viver (Rm 12.1,2), mas como servo obediente em priorizar o Reino de Deus (Mt 6.33), viver afastado do pecado e ser santo em toda a maneira de viver (1Pe 1.14-16).



SÍNTESE DO TÓPICO l
Doar é um ato voluntário de prover o bem-estar ao próximo. Esse ato está intrinsecamente ligado ao nosso amor a Deus.



SUBSIDIO LEXICOGRÁFICO 

1. Transplante:
O transplante de órgãos e tecidos é uma ciência médica, que consiste na remoção de um órgão enfermo e em sua substituição por outro que, na maioria das vezes, procede de um cadáver. No caso dos rins e do fígado, a doação e a recepção podem ocorrer inter vivos. 

Transplantam-se órgãos inteiros, como o coração, ou partes de um órgão, como o fígado. Transplanta-se também pele, visando a recuperação de áreas atingidas por queimaduras graves.


2. Xenotransplante, Além da transplantação clássica, há outras que se encontram em fase experimental como, por exemplo, o xenotransplante: o enxerto de órgãos animais em seres humanos. A essa transplantação dá-se o nome também de heteróloga. [...] Trata-se de um tema bastante delicado e que vem sendo discutido com muita expectativa e interrogações (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã, 1.ed. Rio de 3aneiro: CPAD, 2017, pp.122,23).


II - EXEMPLOS DE DOAÇÃO

A Palavra de Deus contém registros de ações altruístas carregadas de amor, zelo e dedicação para com o outro. Exemplos dignos de ser observado pelos cristãos.

1. O exemplo dos gálatas:
A igreja na Galácia foi fundada por Paulo, quando este empreendeu sua primeira viagem missionária (47-48 d.C). Na ocasião o apóstolo sofria de uma enfermidade não especificada na Bíblia (2 Co 12.7). Ele escreve que orou a Deus três vezes para ser curado, mas o Senhor lhe respondeu: "a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza" (2 Co 12.9a). Ao evangelizar na região da Galácia, Paulo deixou indícios de ter sentido os efeitos da doença em sua carne (Gl 4.13) e salienta que os gálatas não o desprezaram nem o rejeitaram (Gl 4.14).


Conjectura-se por meio desta passagem que a enfermidade de Paulo era nos olhos, ou que a doença Lhe afetava a visão (Gl 6.11). Indiscutível é que para expressar o amor dos irmãos, ainda que de modo metafórico, o apóstolo fala do sentimento altruísta dos gálatas, que se possível fora, arrancariam os próprios olhos e os doariam no intuito de amenizar o sofrimento de Paulo (Gl 4.15).

2. O desprendimento de Paulo:
O apóstolo dos gentios é um excepcional exemplo de doação em prol do Reino de Deus. Transbordando de amor, ele escreveu aos Coríntios: "eu, de muito boa vontade, gastarei e me deixarei gastar pelas vossas almas (2 Co 12.15). Ao retornar da terceira viagem missionária em direção a Jerusalém, o apóstolo discursou aos anciãos de Éfeso: "Mas em nada tenho a minha vida por preciosa, contanto que cumpra com alegria a minha carreira e o ministério que recebi do Senhor Jesus" (At 20.24). Dias depois, ao chegar em Cesareia (At 21.8), Paulo recebeu uma revelação acerca do perigo que corria em Jerusalém (At 21.10,11). Tendo sido persuadido pelos irmãos a recuar (At 21.12), o apóstolo constrangido declarou estar disposto não apenas a sofrer, "mas ainda a morrer em Jerusalém pelo nome do Senhor Jesus" (At 21.13). O desprendimento paulino é uma ação digna de ser imitada pelos seguidores de Cristo (1Co 11.1).

3. A doação suprema de Cristo:
Seguramente a morte vicária de Cristo é o maior e incontestável gesto de amor e de doação imensurável em favor do ser humano. Quando entregou sua vida por nós, pecadores. Ele afirmou que o fez voluntariamente: "ninguém ma tira de mim, mas eu de mim mesmo a dou" (Jo 10.18). As Escrituras afirmam que essa doação estava fundamentada exclusivamente no amor, uma vez que "Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Rm 5.8). Foi por intermédio do sacrifício de Cristo, e de sua vitória sobre a morte, que fomos resgatados de nossa vã maneira de viver (1Pe 1.18-21).

CONHEÇA MAIS
Sobre doar-se

O verdadeiro amor constrange-nos à doação. Não é fácil a uma família tratar de semelhante assunto numa hora em que as lágrimas são mais eloquentes do que qualquer apeio humanitário. Mas, é justamente aí, que devemos perpetuar a vida do ente que se foi num outro ente que, dependendo de nossa atitude, pode ficar entre nós ainda por um bom tempo. Que as igrejas, pois, estejam preparadas a fim de auxiliar seus membros a agirem momentos como esse." Para conhecer mais leia "As Novas Fronteiras da Ética Cristã", CPAD, p.135.


SÍNTESE DO TÓPICO II
A Bíblia mostra muitos exemplos de doação, dentre os quais, todos são sombras da suprema doação: a morte vicária de Cristo.

SUBSÍDIO TEOLÓGICO



Infantilismos teológicos. Há crentes que não se dispõem a doar seus órgãos, por temerem ficar incompletos quando do arrebatamento da igreja. Afinal, como entrarão na Jerusalém Celeste sem o coração?
Ou sem os pulmões? Ou, então, desprovidos de rins?

Na vida futura, todavia, não precisaremos de tais órgãos. Quando todas as coisas se consumarem, nem das gônadas sentiremos falta, conforme sublinha o próprio Cristo: 'Pois, quando ressuscitarem de entre os mortos, nem casarão, nem se darão em casamento; porém, são como os anjos nos céus' (Mc 12.25).


Na eternidade, todos seremos perfeitos, como perfeitos são os santos anjos. Por enquanto, necessitamos de órgãos, tecidos, ossos e sangue em virtude de nossa fisiologia. Esta, porém, é transitória. É o que o apóstolo Paulo deixa bem patente: 'Pois assim também é a ressurreição dos mortos. Semeia-se o corpo na corrupção, ressuscita na incorrupção. Semeia-se em desonra, ressuscita em glória. Semeia-se em fraqueza, ressuscita em poder. Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual' (1Co 15.42-44).


Em vez de especularmos com assuntos tão sérios, exercitemos o amor cristão. Na vida eterna, não precisaremos mais de coração. Então, que este venha a pulsar noutro peito. Que nossos pulmões arfem noutro tórax. E que os rins que, hoje, nos filtram o sangue, venham a beneficiar os que se acham presos à máquina de hemodiálise (ANDRADE, Claudionor de. As Novas Fronteiras da Ética Cristã. 1.ed. Rio de Janeiro: CPAD, 2017, pp.137).



III - DOAR ÓRGÃOS É UM ATO DE AMOR


O genuíno e excelso sentimento de amor constrange o cristão para ser doador de órgãos e de tecidos humanos.


1. O princípio da empatia e da solidariedade:
A empatia pode ser definida como a capacidade de sentir o que a outra pessoa está sentido, ou seja, a disposição de colocar-se no lugar do outro. Ser solidário implica apoiar e ajudar alguém num momento difícil. Cristo nos ensinou no Sermão do Monte: "tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós" (Mt 7.12). Quando o ser humano entende o altruísmo do auxílio mútuo, os argumentos contrários à doação de órgãos perdem o sentido e a razão.


2. O princípio do verdadeiro amor:
Amar a Deus e ao próximo como a si mesmo é o resumo da lei de Deus (Mt 22.37-40). Cristo ensinou que não existe maior amor do que doar a sua vida ao próximo (Jo 15.13). O Salvador não doou apenas um ou outro órgão para salvar nossas vidas. Ele entregou a sua vida por inteiro para que não fôssemos condenados à morte eterna. João nos recorda esse ato e nos exorta a fazer o mesmo: "Conhecemos o amor nisto: que ele deu a sua vida por nós, e nós devemos dar a vida pelos irmãos" (1Jo 3.16). Portanto, doar órgãos para salvar outras vidas é um sublime ato de amor.



SÍNTESE DO TÓPICO III
Doar órgãos está fundamentado no princípio do verdadeiro amor e tem raízes no princípio da empatia e da solidariedade.


SUBSÍDIO PEDAGÓGICO


Esta lição dá a você a oportunidade de fazer uma importante atividade prática. Proponha a classe a identificar irmãos na igreja que estejam precisando de doação de sangue ou de um órgão. Proponha que a classe organize um plano de ação para que o que estamos aprendendo na teoria seja colocado em prática. Nessa atividade você e sua classe podem ter uma grata surpresa: identificar pessoas, que você nem imaginava, que lutam contra uma enfermidade séria. É um exercício de amor olhar e socorrer pessoas que estão sofrendo bem perto de nós.




CONCLUSÃO 

A doação de órgãos em vida, ou depois de morto, é um elevado gesto de amor. Esta ação em nada contraria os preceitos éticos ou bíblicos, exceto no caso de células-tronco embrionárias. Porém, ninguém deve ser forçado à prática de tão nobre gesto. O ser humano não pode ser "coisificado" e nem sua vontade pode ser desrespeitada. Doador e receptor expressam a imagem e a semelhança de Deus (Gn 1.26).



PARA REFLETIR

A respeito do tema "Ética Cristã e Doação de Órgãos", responda:

• O que é transplante de órgãos e de tecidos humanos?

O transplante é um procedimento cirúrgico que consiste na remoção de um órgão enfermo do corpo humano para ser substituído por outro saudável.

• Por que a Ética Cristã não admite o uso de células-troncos embrionárias?
Como a Bíblia ensina que a vida tem inicio na fecundação (Jr 1.5), a ética crista desaprova o uso das células-tronco embrionárias, pois este procedimento interrompe vida do embrião.
• Como você refutaria a ideia de comercialização de órgãos e de tecidos humanos como empecilho para não doar órgãos?
Resposta pessoal. Você não encontrará a resposta nesta lição. Mas por se tratar de uma dúvida muito comum, a ideia é fazer uma reflexão com os alunos. Após eles exporem a resposta, informe que a legislação de doação de órgãos no Brasil proíbe a comercialização de órgãos com pena de até oito anos de reclusão para quem cometer esse crime (Lei 9.434/97).
• Como você refutaria sobre a esperança do milagre e a ressurreição do corpo como obstáculos para não fazer doação de órgãos?
Resposta pessoal. Uniformize a resposta fundamentada no subsídio do tópico II.
• Segundo a lição, o que significa doar órgãos?
Um ato de amor.


Fonte: Lições Bíblicas 2° trimestre de 2018, Adultos – CPAD



Edição: Josimar Gonçalo



segunda-feira, 30 de abril de 2018

Subsídio Lição 6 - Ética cristã e suicídio



INTRODUÇÃO
 - Na sequência do estudo sobre a ética cristã, analisaremos a tormentosa questão do suicídio.

- O suicídio é uma forma de homicídio, em que o homicida é a própria vítima e, como tal, viola o princípio ético de que Deus é o dono da vida.
 
I – O CRISTÃO E O SUICÍDIO


-  O suicídio é outra questão que sempre tem causado polêmica. Aliás, foi no estudo do suicídio que surgiu a sociologia, pois foi através da análise do suicídio que o francês Émile Durkheim entendeu que havia certas condutas dos seres humanos que somente se explicavam pela vida em sociedade, chegando, portanto, à noção de uma dimensão social, de leis que regiam o comportamento das sociedades independentemente dos indivíduos. Durkheim percebeu que os níveis de suicídio nas mais diferentes sociedades era, basicamente, o mesmo e que suas oscilações acompanhavam certos acontecimentos no desenvolvimento das relações sociais.

- O suicídio nada mais é que o ato pelo qual a própria pessoa dá cabo da sua própria vida. A questão que se coloca é se o suicida é, aos olhos da Palavra de Deus, um homicida, ou se o ato do suicídio não implica em transgressão do mandamento divino “não matarás”.

- O suicídio nada mais é que um homicídio. A Palavra de Deus não distingue entre matar a si próprio ou ao semelhante. Diz apenas o mandamento que não se deve matar, entendido aqui um ser humano, seja ele quem for, inclusive o próprio matador. Deste modo, não há como verificar que o suicídio, assim como o aborto e a eutanásia, são condenados pela Palavra de Deus e que seus praticantes estão fora do reino dos céus (Ap.21:8; 22:15).

- No suicídio, o homem, além de se fazer juiz sobre a sua própria vida, o que lhe é vedado, pois já vimos que só Deus é o dono da vida (I Sm.2:9; Sl.24:1),  demonstra total falta de confiança e de esperança em Deus, porquanto busca resolver seus problemas e dificuldades pondo fim à sua vida, demonstrando, com isso, que não confia em Deus. O verdadeiro cristão, pelo contrário, ainda que esteja a passar problemas e dificuldades, não vai buscar a solução no suicídio, mas em Deus. A Palavra de Deus está repleta de promessas de que o Senhor sempre estará ao nosso lado, se nos mantivermos fiéis – Is.43:1-5; Sl.91:1; Mt.28:20. 

OBS: Sobre o suicídio, também se manifesta o Papa João Paulo II na encíclica “Evangelium vitae”: “...66. Ora, o suicídio é sempre moralmente inaceitável, tal como o homicídio. A tradição da Igreja sempre o recusou, como opção gravemente má.83 Embora certos condicionalismos psicológicos, culturais e sociais possam levar a realizar um gesto que tão radicalmente contradiz a inclinação natural de cada um à vida, atenuando ou anulando a responsabilidade subjectiva, o suicídio, sob o perfil objectivo, é um acto gravemente imoral, porque comporta a recusa do amor por si mesmo e a renúncia aos deveres de justiça e caridade para com o próximo, com as várias comunidades de que se faz parte, e com a sociedade no seu conjunto.84 No seu núcleo mais profundo, o suicídio constitui uma rejeição da soberania absoluta de Deus 

Para continuar lendo este artigo baixe o anexo no link abaixo.

https://drive.google.com/file/d/1f9cP4PALZJlJr8XYUQPHTUEkCokar3Av/view?usp=sharing



 

Dinâmica Lição 06: Ética Cristã e Suicídio


Dinâmica: Sopro de Vida
 
Objetivo: Introduzir o estudo sobre o 6º. Mandamento – Não Matarás.
 
Material:
Situação 01 - Se sua classe for dentro da igreja:
02 bexigas de aniversário
01 palito de dentes para cada aluno
06 folhas de papel ofício
01 pincel atômico
01 lixeira ou 01 saco para lixo
Situação 02 – Se sua classe for fora da igreja:
02 bexigas de aniversário
01 bexiga para cada aluno
01 palito de dentes para cada aluno.
 
Procedimento:
- Peçam para que 01 aluno leia o versículo abaixo:
“E formou o Senhor Deus o homem do pó da terra, e soprou em suas narinas o fôlego da vida; e o homem foi feito alma vivente”(Gn 2:7).
Enquanto ele ler, vocês sopram uma bexiga de aniversário e dão um nó para o ar não escapar.
- Falem: Esta bexiga cheia de ar está representando a vida do ser humano, pois sem a vida ficaria assim: mostrem uma bexiga vazia ou estourem a bexiga.
Evitem estourar a bexiga se a sua classe for dentro da igreja.
- Falem: Nesta lição, vamos estudar sobre o 6º. Mandamento: Não Matarás.
- Entreguem 01 palito de dente para cada aluno.
- Falem: O palito de dente representa a “arma” para acabar a vida do outro.
- Perguntem: Quais são as formas de tirar a vida de alguém?
Espera-se que os alunos falem sobre aborto, assassinato, pena de morte, Eutanásia, nas guerras, quando alguém decide tirar sua própria vida através do suicídio e até de forma figurada “acabar a vida de outrem” por palavras e atitudes.
Se sua classe for dentro da igreja: Escrevam estas respostas em folhas de papel ofício separadas. Quando vocês lerem cada uma, amassem e joguem numa lixeira, simbolizando a retirada de vida, através de variadas formas.
Se sua classe for fora da igreja: Escrevam cada resposta em 01 bexiga cheia de ar e depois peçam para que um ou mais alunos estourem as bolas usando os palitos de dentes.
- Falem: O palito, a “arma”, não deve ser utilizado para tirar sua vida ou de alguém, pois a Bíblia recomenda “Não Matarás”. A vida é um dom de Deus, somente Ele pode tirá-la.
- Leiam:
“O Senhor é o que tira a vida e a dá; faz descer à sepultura e faz tornar a subir dela”(1 Sm 2:6).
“E Jesus disse-lhe: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu pensamento. Este é o primeiro e grande mandamento. E o segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo”(Mt 22:37-39).
 
Por Sulamita Macedo.
fonte: http://atitudedeaprendiz.blogspot.com.br/